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3 perguntas p/ Paulo Cardim - Reitor da BA




O BABlog inicia hoje uma nova série de Posts intitulada “3 perguntas para…”. Nela, selecionaremos algumas pessoas chave da Belas Artes que responderão 3 perguntas desenvolvidas pela galera. Para começar com chave de ouro, tivemos a honrosa participação do nosso reitor, Dr. Paulo Antonio Gomes Cardim. Confira abaixo!

Aproveitando que a Belas Artes está em seu DNA, conte-nos a respeito da sua trajetória na Instituição.
Eu nasci ouvindo histórias sobre a Belas Artes, dirigida pela minha família desde sua fundação,  mas minha trajetória aqui só começou oficialmente quando eu tinha 14 anos e iniciei meu trabalho na área administrativa da instituição. A sede ainda era na Praça da Luz e eu passei por diversos departamentos, aprendendo sobre todos os processos envolvidos na Educação e desconhecidos por muitas pessoas: o que não está na sala de aula mas é essencial para a qualidade do ensino. Por esse motivo, decidi fazer o curso de Direito – para mim, a legislação era uma importante parte dos processos educacionais que poucos entendiam a fundo. Há 9 anos no cargo de Reitor, posso dizer que a Belas Artes não está somente no meu DNA – ela está no meu cérebro e, principalmente, no meu coração. É o amor pela Belas Artes e, num contexto mais amplo, pelo desafio de educar, que move o meu eu profissional.

A Faculdade é um marco na vida das pessoas. Que dicas o senhor daria para os alunos aproveitarem ao máximo essa nova etapa?
Muitos alunos ingressam no ensino superior com uma meta única: ter um diploma. Minha dica se fixa ao contrário desse pensamento. Entendam que a vida universitária é uma fase repleta de oportunidades para a vida pessoal e profissional. Um amigo para a vida inteira, uma namorada e até mesmo uma futura esposa podem estar sentadas à mesa ao lado enquanto você toma seu café no intervalo! E quantos sócios não abriram negócios de sucesso depois de se conhecerem numa sala de aula?! O diploma não é objetivo, é consequência, e só terá valor para aqueles que souberem ampliar seus horizontes além de um projeto pedagógico. Na Belas Artes, por exemplo, temos exposições, fóruns, palestras, debates… Participar é essencial.

Outra dica que considero importante: não façam trabalhos unicamente por uma boa nota. Ela virá naturalmente se você conseguir descobrir um desafio no conteúdo dadisciplina. Apaixonar-se pela sua profissão é mais importante do que simplesmente reunir conhecimentos – é o que irá diferenciá-lo dos demais. Essa é uma fase de experiências – para ser bem sucedido, o aluno precisa ter coragem de enfrentá-la!

O que o senhor costuma fazer em seu tempo livre? Tem algum hobby?
Acredito que a maioria dos alunos não saiba da minha grande paixão: o São Paulo Futebol Clube.  É questão de honra ir ao estádio e torcer pelo meu time. Sempre que posso, estou presente – e vibrando!! Sou um São-Paulino fanático!

A leitura também é uma atividade à qual me dedico com frequência. Ainda gosto de sentar-me à mesa e ler os jornais impressos (daqueles que soltam tinta, mesmo!). Mas minha leitura é bem maisdiversificada do que isso – jornais, revistas, livros… para mim, ler é um prazer.

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Paulo Cardim e sua esposa, Malu Cardim, na Campanha “I Love You More”