_22/08

… E de quem é a culpa?




O seu filho vê um simpático palhaço na TV que quer passar uma sensação de diversão e aventura! O personagem desce no escorregador, pula, olha pra câmera, sorri e convida-o para vir ”brincar” também. Atrás dele vem alguns bonecos na mesma sintonia e… ”opaaaa…a nossa turminha é pra lá de divertida, vem com a gente!”.

De repente esses bonecos se transformam em miniaturas e ”oopaaaa” de novo! Olha só que bacana, se a criança comprar um determinado sandwiche, esses bonequinhos vêm de brinde. Porém é claro, ela tem que adquirir o mega-hiper-combo que vem com o incrível lanche, a deliciosa batata frita e o refrigerante ”dú grande”!

Ela, de tanto atormentar os pais, consegue fazer com que eles comprem o tal ”kit/alegria/diversão” e pronto, acabou a manha.

Mas e agora? Quem está errado? O palhaço brincalhão ou os pais?

Pois é galera, a discussão é muito ampla. Há várias diretrizes e argumentos para seguirmos. O fato é que idenpendente de quem é a culpa ou não, a criança é a mais prejudicada devido à sua tamanha vulnerabilidade.

Por um outro lado, até que ponto censurar algumas propagandas é legal? Qual a diferença entre ela e alguns desenhos que também induzem as crianças a terem algumas atitudes que não seriam muito corretas?

O que é mais fácil, proibir ou educar?

Ao invés de encontrarmos respostas, mudamos as perguntas diariamente.

E, pensando nisso, a Belas Artes convida a todos a assistirem à exibição do documentário “Criança, a alma do negócio” e logo após, a participarem de um debate sobre o assunto, venham!

cartaz