Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia (CISC)

O CISC (Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia), nasceu em 1992 no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP, e está desde então sob a direção científica do Prof. Dr. Norval Baitello Júnior. O Centro assumiu nos últimos anos um caráter inter-institucional, agregando pesquisadores doutores de várias outras importantes universidades e centros unversitários.

O CISC vem promovendo pesquisas e estudos a respeito de fenômenos/textos da cultura em sua natureza comunicativa, incentivando o diálogo entre as esferas da Cultura e das Ciências da Comunicação, bem como a fomentando leituras dos fenômenos da mídia em sua dimensão semiótica, histórica e cultural.

Seu Conselho Científico é formado por Dietmar Kamper (Berlim, Alemanha, in memoriam), Harry Pross (Weiler, Alemanha), Thomas Bauer (Viena, Áustria), Vicente Romano (Sevilha, Espanha), Ivan Bystrina (Praga, República Tcheca) e Ryuta Imafuku (Sapporo, Japão) e coordenado por Norval Baitello Jr.

O presente momento

Atualmente o centro de pesquisas, que nasceu vinculado a PUC/SP, também reúne pesquisadores de várias outras faculdades e universidades de São Paulo, bem como de diferentes cidades brasileiras.

A atual diretoria, presidida por Luiz Carlos Assis Iasbeck (Univ. Católica de Brasília), Denise Paieiro (Universidade Presbiteriana Mackenzie) e Maurício Ribeiro da Silva (Faculdades Integradas Módulo), conta em seu conselho consultivo com José Eugenio de O. Menezes (Faculdades Cásper Líbero), Alberto Carlos A. Klein (Univ. Tuiuti do Paraná), Luciano Guimarães (UNESP) e Malena Segura Contrera (UNIP e Mackenzie), que atuam sob a coordenação científica de Norval Baitello Júnior (PUC/SP).

O CISC possui desde 1992 um portal na Internet (www.cisc.org.br), que está atualmente sob reengenharia, onde passou a disponibilizar informações acadêmicas relevantes à pesquisa na área de Comunicação, especialmente a revista digital Ghrebh- (Qualis) e o acervo de textos inéditos no campo Biblioteca, representativos da pesquisa científica brasileira e internacional nas áreas de comunicação, cultura e mídia.

Pequeno histórico de eventos organizados pelo CISC

Os primeiros eventos do CISC, realizados no início dos anos noventa, nasceram do diálogo entre Norval Baitello Jr. e os pesquisadores do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC/SP. Entre esses eventos destaca-se um seminário realizado em 1990, com a presença de Harry Pross e Ivan Bystrina para abordar uma importante questão da conjuntura da época: O jornalismo perdeu o pé da história?

A mesa redonda realizada em 30 novembro de 1992, na PUC/SP, sobre A Semiótica da Cultura é considerada o evento que marcou o nascimento oficial do CISC. Mais recentemente, em 1995, o CISC foi cadastrado como Grupo de Pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ.

Entre os diversos cursos e seminários promovidos pelo centro nos últimos anos destacam-se Os sentidos do corpo (Dietmar Kamper, 1992), Semiótica do Tempo (vários, 1994), Fundamentos Biológicos da Comunicação (vários, 1994), Fundamentos de Semiótica da Cultura (Ivan Bystrina, 1995), Pragmática da Comunicação (Thomas Bauer, 1996), O trabalho como Vida (Dietmar Kamper, 1996), Política da Comunicação (Vicente Romano, 1997), A explosão da informação (D. Kamper, H. Pross, S. Zielinski e outros, 1997), Viver sem espelhos (D. Kamper, 1999), Imagem e Violência (D. Kamper, Jean Baudrillard, Vicente Romano, C. Wulf, E. P. Canizal, Edgard A. Carvalho e outros, 2000), Antropofagia e Teofagia (D. Kamper, B. Mersmann e Haroldo de Campos, 2001), A comunicação organizacional (Thomas Bauer, 2002) e A Gramática do Cotidiano (Ryuta Imafuku, 2003).

O CISC promoveu também vários ciclos de palestras com exibição de filmes no Centro Cultural São Paulo, também conhecidos como Ciclos de Semiótica e Cinema, voltados para público aberto, e que tinha como finalidade estender as pesquisas da semiótica da cultura a um público não-acadêmico. Entre eles destacamos: A semiótica da cultura no cinema alemão (1995); Os pecados da cultura ou a cultura do pecado (1995); O riso, o sorriso e a gargalhada (1996); O jornalista como herói (1997); A guerra nossa de cada dia (1997); Os dialetos da violência (1998); Corpos Imaginários (1999); Os símbolos vivem mais que os homens (2000), Os maiores e os melhores do mundo - o titanismo na comunicação e na cultura (2003) . Em 2001 o Ciclo de Semiótica e Cinema denominado Os meios da incomunicação, foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil.

Esses ciclos não se resumiram a palestras sobre alguns filmes, constituíram um laboratório de diálogo plurivocal, um diálogo de diferentes, marcado por estranheza e tensão entre linguagens distintas, recebendo durante todos esses anos uma boa acolhida do público.