Afinal, o que é real?

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“Afinal, o que é real?” Foi com tal questionamento que se iniciou a IV Jornada de Comunicação do Centro Universitário Belas Artes. “O mundo está cada vez mais complexo, veloz e interconectado e ele não será menos do que nada disso”, afirmou Bruno Macedo, futurista que estudou Ética e Empreendedorismo Social na BYU. Bruno acredita em novas formas de comportamento devidas à transformação provocada pelo digital. “A realidade como recurso é o futuro do mercado, principalmente o mercado da comunicação, pois confiamos mais no que é real”. 

A questão é como a comunicação se tornará mais real e a resposta é simples, humanização. Muitas empresas preferem investir em publicidade digital, uso de redes sociais em vez dos veículos tradicionais como rádio, tv ou cinema, pois através delas é possível gerar relacionamento com o consumidor-espectador. Para isso, buscam micro influencers que tem proximidade com  o público que desejam abordar.
Atualmente já existem avatares digitais ganhando espaço como influencers no Instagram, um exemplo é a Lil Miquela, uma digital Influencer comum de Los Angeles, que apesar de estar sempre nas melhores festas, é na verdade uma simulação virtual. Por isso o questionamento do que é real, pois ao mesmo tempo que estamos em busca da realidade, também concorremos com avanços tecnológicos que tem o mesmo objetivo.
Existem redes sociais dentro da Realidade Virtual, como o Facebook Spaces, onde você pode passar um tempo com seus amigos em vários lugares como montanhas, praias e até mesmo em cidades famosas como Paris, sem sair de casa. Experiências como esta mostram como estamos em busca da realidade mesmo que através da tecnologia, o que nos leva ao questionamento: será que realmente importa você saber o que é real ou não?

O mundo está mudando a todo instante e a forma de se comunicar também, prova disso é que em 2018 produziu-se mais dados que nos últimos 5.600 anos de humanidade. A futurista fundadora do Future Today Institute, Amy Webb, afirmou que 2018 seria o começo do fim do smartphone, como justificativa disse que os telefones estão chegando no pico, com poucas inovações. Novas tecnologias, como VR/AR, tendem a ganhar destaque.

Plataformas digitais como Twitch, site de streaming que veio ao ar em junho de 2011, tem mais acesso que a HBO, simplesmente por ser ao vivo permitindo maior conexão entre Streamer e espectador. O objetivo do site é a transmissão de vídeo games, que também atraem a atenção do publico por conta dos gráficos realistas. Atualmente segundo palestrante temos filmes criados como jogos e jogos criados como filmes, Batman Akham VR e Black Mirror Bandersnatch são exemplos.

A empresa RITO onde o Bruno é sócio e cofundador é uma produtora de experiencias imersivas, sua principal área de pesquisa é o entretenimento como veículo de aprendizagem, lá eles acreditam em narrativas como forma de abordagem ao consumidor e buscam materializar o futuro, através da memória e emoção. A empresa tem parceiros e cliente grandes nomes como o Banco Bradesco, a Unilever, grupo Globo entre outros.

Texto: Nicole Andrade Leão – 3° semestre de Jornalismo

Cintia Dal Bello

Cintia Dal Bello

Cíntia Dal Bello é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com especializações em Marketing e Comunicação (pela Cásper Líbero) e Cultura e Meios de Comunicação (pela PUC-SP). Como publicitária, acumula experiências em criação publicitária, planejamento de comunicação e marketing escolar. Sua pesquisa versa sobre cibercultura, subjetividade, identidade, tele-existência e imaginário tecnológico. Libriana, mãe de três filhos, amante da música, das artes e da vida.

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