Como ser influenciador e original?

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Dicas para alcançar o sucesso profissional nas mídias digitais

Aprenda com Leonardo Palotta e Larissa Macêdo como ser influenciador e original

Na manhã do dia 23 de outubro, aconteceram várias palestras na Semana de Comunicação e Mídias Sociais Digitais do Centro Universitário Belas Artes, duas delas falando especificamente sobre influência digital, com Leonardo Palotta, consultor de marketing digital, empreendedor e professor, e Larissa Macêdo, publicitária, mestranda em comunicação e semiótica pela PUC-SP e pesquisadora de Poéticas do efêmero: novas temporalidades para o vídeo em redes sociais.

Com o tema “E aí, bora influenciar? ”, Leonardo Palotta apresentou de forma leve e lúdica o cenário do marketing atual, a mudança radical nos hábitos e comportamentos de consumo de produtos, serviços e conhecimento. Diante desse novo cenário, explicou como os influenciadores digitais e sua forma de trabalho têm peso nesse mercado. De acordo com o palestrante, possuem credibilidade e apesar disso são apenas pessoas comuns que têm algo a dizer. “Seu diferencial está em transformar seu lugar de fala em negócios”.

Leonardo citou alguns influenciadores, como João da Nica, que desenvolve os vídeos usando a câmera do próprio celular e posta nas redes sociais. O motoboy, que também é ator, tem como principal objetivo mostrar o dia a dia dos motoboys de forma cômica, estilo que o deixou famoso. João da Nica utiliza alguns locais conhecidos da região de Campinas como se estivesse em pontos turísticos nacionais e internacionais. Outro exemplo citado pelo consultor é uma das pessoas mais influentes na internet, Whindersson Nunes, que utiliza a rede também de forma cômica para publicar os vídeos em seu canal no YouTube. Hoje, com mais de 32 milhões de seguidores no seu canal, Whindersson cria paródias e vídeos com assuntos do dia a dia, tudo com muita comédia para seus seguidores.

Leonardo enfatizou aos estudantes o quanto é necessário estudar o mercado onde atuarão, afinal tudo se torna obsoleto muito rapidamente. As empresas estão sendo afetadas, pois agora o consumidor está no comando e tem sua atenção cada vez mais fragmentada, ou seja, é preciso ser singular para atraí-lo, destacou o palestrante.

Larissa Macêdo trouxe a proposta “Instagram Stories: a criação de poéticas do efêmero”. Você pode estar se perguntando o porquê tratar do assunto de efemeridade nos Stories, mas não se sinta único: essa é uma pergunta que surgiu na cabeça de muitos presentes na palestra. A publicitária considera efêmero porque são vídeos e fotos que ficam disponíveis para visualização apenas por 24 horas, diferente do que se posta no feed, que se torna permanente no nosso perfil, caso não excluamos. Larissa ainda mostrou exemplos de pessoas e empresas que se destacaram nos stories pela criatividade, como a Biblioteca Pública de Nova York (@nypl) que criou uma forma de ler livros pelos stories do seu perfil do Instagram e Camila Cornelsen (@camilacornelsen), fotógrafa e cinematógrafa, criadora de clipes musicais para os stories: já fez short-films para a Budweiser, Instax, Beats e Olympikus.

Em seu estudo de caso, Larissa citou o perfil do brasileiro Alexandre Mury (@alexandremury) do Instagram. Alexandre cria vídeos em seu perfil com duração entre 1 a 3 segundos, dando sentido e significado a eles. Com seus quase 11 mil seguidores, Mury cria obras de arte com o seu pseudônimo Ivo Caralhactus e posta em seus stories. “O importante para se destacar é fazer conteúdo interessante e inovador adequado à audiência”. Essa é a dica de Larissa para viralizar na internet. Para Leonardo, é importante estudar o nicho do que se quer trabalhar, entender as “regras do jogo” (nicho, público e interesses do público) e buscar conhecimento na área.

Texto por: Caroline Rodrigues e Erika Teles

Cintia Dal Bello

Cintia Dal Bello

Cíntia Dal Bello é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com especializações em Marketing e Comunicação (pela Cásper Líbero) e Cultura e Meios de Comunicação (pela PUC-SP). Como publicitária, acumula experiências em criação publicitária, planejamento de comunicação e marketing escolar. Sua pesquisa versa sobre cibercultura, subjetividade, identidade, tele-existência e imaginário tecnológico. Libriana, mãe de três filhos, amante da música, das artes e da vida.

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