Diretor de criação da gigante Endemol Shine Brasil fala sobre produção de conteúdo

Postado em

Por Beatriz Paoletti, 3o semestre Jornalismo

O Centro Universitário Belas Artes teve o prazer de receber durante a IV Jornada de Comunicação o diretor da equipe de criação da produtora Endemol Shine Brasil (subsidiária da holandesa Endemol Shine Group), Eduardo Gasper, que explicou sobre a empresa e o processo de criação e adaptação de formatos.

O palestrante, formado em Rádio e Tv pela Universidade Metodista e pós-graduado em Produção Executiva e Gestão da TV pela Faap, contemplou a atuação no escopo internacional e principalmente o nacional da Endemol Shine Group, a maior produtora independente do mundo. A Endemol é especializada em reality shows e criadora e adaptadora de seus formatos para diversos mercados e plataformas (entre elas a TV; o digital; as experiências ao vivo; os jogos e o merchandising, cada uma com uma linguagem diferente). Entre os produtos de sucesso mundial da empresa, Eduardo enumerou apenas alguns como Big Brother; Master Chef; Deal or not Deal; Black Mirror; Mr Bean e Simon’s Cat.

O palestrante mostrou através de vídeos promocionais esses cases de sucesso internacionais, assim como os adaptados e originais brasileiros (essas suas responsabilidades de criação). Exemplo das marcas transformadas à realidade brasileira estão o Dancing Brasil; Topa ou não Topa; Big Brother Brasil, Master Chef Brasil; Dança dos Famosos, e entre os formatos originais estão o Mestres Cervejeiros e o Cabelo Pantene, este último o primeiro formato brasileiro a ser exportado. O palestrante enfatiza as dificuldades e sucessos em conseguir aderência destas adaptações estrangeiras, além as de criar esses formatos originais.

Como comunicador e influenciador de opinião, Rafael acentua a importância de sempre estar antenado a produções diversas; conhecer os possíveis clientes e tendências do mercado nacional; e entender que o conteúdo tem que estar onde o consumidor está. Apenas com esse tipo de bagagem que se consegue pensar fora do convencional, criando ideias bem encorpadas e a partir dessas será possível criar formatos. É um longo processo. Em suas palavras: “toda ideia é um formato? Não. Quanto mais elementos de traz para uma ideia, isso se torna um formato”.

 

Cintia Dal Bello

Cintia Dal Bello

Cíntia Dal Bello é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com especializações em Marketing e Comunicação (pela Cásper Líbero) e Cultura e Meios de Comunicação (pela PUC-SP). Como publicitária, acumula experiências em criação publicitária, planejamento de comunicação e marketing escolar. Sua pesquisa versa sobre cibercultura, subjetividade, identidade, tele-existência e imaginário tecnológico. Libriana, mãe de três filhos, amante da música, das artes e da vida.

No Comments

Deixe seu comentário...

* campos obrigatórios