Moda como coragem: a marca LOGAY na IV Jornada de Comunicação

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Por Bruna Ramos

Como podemos mudar o mundo com a nossa vestimenta? Como encorajar as pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQI+ a se assumirem também no momento de escolher a roupa? Essas perguntas fazem parte do dia a dia da marca Logay, criada pelo cineasta e empreendedor Henrique Chirichella em 2016.

Para Henrique, o armário serve somente para roupas e saímos dele a todo momento quando falamos para outras pessoas a nossa orientação sexual. A marca foi criada pensando na importância da moda no processo de aceitação, tanto para quem faz parte do grupo quanto para os que estão ao redor, e tem como principal objetivo fazer com que as pessoas se sintam mais representadas em sua vestimenta. Além disso, com parte do lucro ela visa ajudar instituições que dão abrigo à homossexuais expulsos de casa após se assumirem.

Na palestra feita por Henrique na IV Jornada de Comunicação no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, ele deixou claro como a roupa diz muito sobre quem somos e como usar uma simples pulseira com as cores do arco-íris pode ser um ato político e de reafirmação que o grupo existe e que está unido. Em tempos de homofobia à flor da pele nas redes sociais e vários casos de violência nas ruas, é importante lutar pelo respeito, mesmo que seja através de uma peça de roupa ou acessório.

Henrique explicou um pouco sobre o nome da marca, que vem do termo em inglês “login”, que significa acessar uma conta, e no caso da Logay significa se conectar com a sua própria personalidade, se conectar com você mesmo vestindo aquilo que te representa.

É sempre bom lembrar que preconceito não é uma atitude aceitável em nenhuma situação, pois não faz sentido julgar as pessoas por algo que elas não podem e não devem mudar. Ver marcas independentes atentas à esse tipo de discussão e ativas na hora de combater atitudes preconceituosas nos faz acreditar na humanidade.

 

Cintia Dal Bello

Cintia Dal Bello

Cíntia Dal Bello é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com especializações em Marketing e Comunicação (pela Cásper Líbero) e Cultura e Meios de Comunicação (pela PUC-SP). Como publicitária, acumula experiências em criação publicitária, planejamento de comunicação e marketing escolar. Sua pesquisa versa sobre cibercultura, subjetividade, identidade, tele-existência e imaginário tecnológico. Libriana, mãe de três filhos, amante da música, das artes e da vida.

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