2022: os desafios da educação

Blog da Reitoria nº 518, 06 de dezembro de 2021

Por Prof. Paulo Cardim

Vamos ingressar em 2022 sob a ameaça de uma nova variante do vírus chinês, cuja denominação é retirada do alfabeto grego: Ômicron.

Ômicron não seria natural caso a Organização Mundial da Saúde (OMS) seguisse a ordem do alfabeto grego. Mas a OMS se apressou em esclarecer essa denominação: evitar preconceitos, estigmatização.

A OMS, para evitar preconceitos e estigmatização, deixou de nomear as variantes da Covid-19 com o nome do país em que elas surgiram. Passou a usar letras do alfabeto grego. Porém, ao nomear a mais nova variante, Ômicron, que, em tese, deveria se chamar “nu”, a OMS deixou de usar  “nu” e a seguinte, “xi”, segundo critério dessa agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Como sabemos, o alfabeto grego é composto por 24 letras ou símbolos, onde “nu” é a 13ª, “xi” a 14ª e “ômicron” a 15ª. Mas “nu”, com pronúncia em inglês soaria como um parecido nome do presidente da China. Como há especulações de que o vírus passou de animais para humanos em um mercado de animais silvestres na cidade chinesa de Wuhan ou teria sido criado em laboratório chinês, situado na mesma cidade, como uma espécie de “arma biológica” chinesa, a OMS não quis se comprometer com esses possíveis equívocos.

Preconceitos e estigmatizações da OMS à parte, a variante ou mutação Ômicron começa a se avolumar em alguns países europeus, enquanto o Brasil parece querer “brincar” o Carnaval, com o entusiástico apoio da rede Globo, que já começou a carnavalizar a sua grade, com as escolas de samba e sambas-enredo.

Por outro lado, como as normas sanitárias estão a cargo das unidades federadas e dos municípios, o governador de São Paulo já anunciou, à moda de ditadores implacáveis, que vai decretar (em inglês) o lockdown ou, num português, confinamento, doa a quem doer, dando ênfase aos caminhoneiros. Se essa pandemia continuar em 2022 e caso persista a esses entes da nossa República Federativa a autoridade dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acima da Presidência da República, poderemos ter um 2022 insano, assim como os demais anos desta terceira década do século 21.

A educação como um todo e a educação superior em particular, a área em que atua o nosso Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, terá que conviver, novamente, entre a educação presencial, o ensino remoto e a educação semipresencial ou híbrida. A experiência acumulada pelo #timebelasartes dá à nossa comunidade acadêmica a certeza da continuidade de uma educação de qualidade, em qualquer cenário. Contudo, um cenário nebuloso, como o desta pandemia, pode trazer de volta, em parte de determinados membros da comunidade acadêmica, receios por causa da transmissão da variante Ômicron.

O nosso #timebelasartes já demonstrou a sua competência para enfrentar e superar desafios e obstáculos nesses dois anos de pandemia. A nossa equipe está em permanente avaliação e aprendizagem nesses cenários pandêmicos, que promete continuar em 2022. Estaremos sempre à frente. Em momento algum seremos apanhados de “surpresa”, mesmo as prometidas pelo governador paulista. Dominamos a arte de ensinar, aprender e empreender na Economia Criativa, com o uso de metodologias de aprendizagem ativas ou tradicionais, com desenvoltura e continuidade evolutiva. Nada vai prejudicar o próximo ano letivo em nossa comunidade acadêmica, um desafio já superado, avaliado, controlado.

Incrementamos a convergência das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) tendo por objetivo elevar a produtividade acadêmica, de forma sustentável, e a melhoria contínua da qualidade educacional, comprovada nas avaliações oficiais, altamente positivas, pelo Ministério de Educação.

Os ambientes de aprendizagem da Belas Artes proporcionam uma produtividade acadêmica favorável ao desenvolvimento das TDICs e das metodologias adotadas, em qualquer modalidade de ensino. O suporte à disposição de nossa comunidade facilita o uso da internet e o desenvolvimento de propostas pedagógicas inovadoras e criativas, na graduação, na pesquisa e pós-graduação e na extensão.

O secretário-geral da ONU, António Guterres disse, no Fórum de Davos/2021, que o setor privado tem um papel fundamental para ajudar a tirar os países da crise da Covid-19. No Brasil, o setor da livre iniciativa na educação superior tem contribuído significativamente para a superação dos efeitos danosos do confinamento provocado por governadores e prefeitos.

A tomada de decisões importantes, no 1º semestre de 2020, conduzirá  o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, apesar dos transtornos iniciais e das normas sanitárias do prefeito paulistano e do governador paulista, à exitosa superação da crise gerada pela pandemia do vírus chinês. Após essa vitória, criamos meios adequados para navegarmos “em mares nunca dantes navegados”. 2022 poderá ser, sem dúvida, um ano letivo pleno de desafios, mas o #timebelasartes está em condições de oferecer a segurança acadêmica para uma aprendizagem produtiva, que vai continuar e confirmar as avalições institucional e de cursos, conduzidas pelo MEC, de elevada qualidade.

“O POVO PRECISA  DE DUAS COISAS: LIBERDADE E EDUCAÇÃO.

LIBERDADE PARA PODER VOTAR. EDUCAÇÃO PARA SABER

VOTAR”.

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