Aprendizagem e autonomia

Por Prof°. Paulo Cardim

O processo ensino-aprendizagem vem passando por sucessivas transformações ao longo das últimas décadas. Além dos avanços das tecnologias da informação e comunicação e das modalidades diferenciadas de oferta, como a semipresencial e a distância, outras mudanças vêm ocorrendo, particularmente, pelo perfil dos educandos e dos educadores. Na educação básica e na educação superior.

Na educação superior, essas alterações são mais visíveis, em especial, nos cursos de pós-graduação. Na graduação as alterações ainda são tímidas.

Um dos entraves ao desenvolvimento mais acelerado de mudanças essenciais para a melhoria da qualidade do ensino é a ausência de uma cultura de autonomia do educando, pelos próprios educandos e educadores, ainda excessivamente presos à sala de aula. Nesse milenar espaço de aprendizagem, na maioria das vezes, o professor fala e o aluno ouve. Há pouca interação. O processo ainda é bastante passivo.

A aprendizagem ativa deve ser estimulada e aprimorada. Por ela, o educando vai construindo a sua autonomia, como ator principal desse processo. O professor será mais um orientador, estimulador, animador, promovendo o despertamento das potencialidades do educando. Esses potenciais necessitam ser continuamente estimulados, com desafios constantes à inteligência dos alunos.

A construção da autonomia discente é um trabalho que requer dos professores e dos gestores acadêmicos paciência, persistência e perseverança. Valores também requeridos do educando. É uma conquista para as próximas décadas, com o uso mais intenso das tecnologias da informação e da comunicação e a capacitação permanente dos valores humanos envolvidos nesse no complexo processo da aprendizagem.

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