Invasão francesa em pleno século 21?

Blog da Reitoria nº 517, 29 de novembro de 2021

Por Prof. Paulo Cardim

A França tentou invadir o Brasil por duas vezes, durante as grandes navegações dos séculos XV e XVI. Em ambas suas tropas foram expulsas do Brasil.

No Rio de Janeiro, corrompera os índios Tamoios, com a troca de bugigangas. O invasor Villegagnon atracou na Baía da Guanabara e teve um breve sonho: criar a França Antártica. Um sonho embalado por outras conquistas da França na África, na Asia e nas Américas. Mas Mem de Sá, em 1560, acabou a França Antártica.

A França não desistiu. Os franceses passaram a idealizar uma outra colônia na costa Norte brasileira, na região do Estado do Maranhão. Entre 1612 e 1615, após a construção do forte São Luís, na cidade do mesmo nome, pelo francês Daniel de La Touche, os sonhos de uma França tropical foram reativados para erguer a França Equinocial em nosso país ainda dependente dos portugueses. Novamente, foram expulsos pelos portugueses, com a ajuda da Espanha.

Na América do Sul conseguiu uma fatia das Guianas, a Guiana Francesa ou simplesmente Guiana (Guyane), que faz divisa com o Brasil, no Estado do Pará, na costa do Atlântico Norte. É a única colônia estrangeira nas Américas, com o charmoso de título de “departamento francês ultramarino”, para enganar os trouxas que infestam a ONU, o Parlamento Europeu e alguns governantes europeus que jamais vieram ao Brasil. Não conhecem a nossa realidade.

No alvorecer do século XX, a França mantinha uma rigorosa política de controle absoluto sobre as suas colônias de Argélia, Benin, Burkina Faso, Camarões, Chade, Comores, Costa do Marfim, Djibouti, Gabão, Guiné, Madagascar, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, República do Congo, Senegal, Togo e Tunísia. Essas colônias compunham uma coletânea pomposa: África Ocidental Francesa, África Equatorial Francesa e Ilhas Francesas.

A França, um país colonizador em sua raíz, construiu a sua charmosa e próspera economia à custa das riquezas subtraídas, incluindo escravidão e subserviência por séculos, das nações colonizadas onde as ditaduras criaram raízes profundas e históricas. Riquezas obtidas ainda pela prática de pirataria no oceano Atlântico nas colônias americanas.

A França e outros gigantes da economia mundial, enriquecidos por suas colônias, com o sacrifício de suas populações e das riquezas subterrâneas, esqueceram-se rapidamente de seus servidores ou escravos, abandonando-os às feras de ditadores e governantes que se servem do povo.

Após devastarem as florestas e desiquilibrarem o ecossistema aquático na Europa, alguns países europeus começam a sonhar com a Amazônia, como a França de Macron, com a desculpa da preservação do ecossistema da Amazônia. Não por causa do ecossistema e biomas em níveis muito superiores aos europeus, mas pelas riquezas do bioma florestal e do subsolo amazônico. Essa a realidade que está por traz das homenagens ao ex-presidiário Lula, ao seu poste, Dilma, e a outros menos “famosos”. Agora, Macron resolveu homenagear um senador que teve quinze minutos de fama, na CPI do fim do mundo, destinada a buscar crimes ‒ não encontrados ‒ do presidente Jair Bolsonaro.

Mas o “sonho amazônico” não é exclusivo do comunista Macron. Está enrustido no Parlamento Europeu.

A Emprapa, uma empresa de reconhecida competência internacional, registra que: “O mundo rural brasileiro utiliza, em média, apenas a metade da superfície de seus imóveis (50,1%). A área dedicada à preservação da vegetação nativa nos imóveis rurais – registrados e mapeados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – representa um quarto do território nacional (25,6%).

“A partir dos dados do CAR, a pesquisa da Embrapa quantificou a dimensão territorial da contribuição da agricultura à preservação ambiental. Os produtores rurais brasileiros (agricultores, florestais, pecuaristas, extrativistas etc. cadastrados no CAR) preservam no interior de seus imóveis rurais um total de 218 milhões de hectares, o equivalente à superfície de 10 países da Europa. (gn)

“Os limites das unidades de conservação integral são conhecidos de forma circunstanciada. Elas protegem 10,4% do território nacional e representam menos da metade da área dedicada à preservação pelo mundo rural. As 600 terras indígenas ocupam 13,8% do país. O total das áreas protegidas (unidades de conservação integral e terras indígenas) representam 206 milhões de hectares e 24,2% do Brasil.

O conjunto dos territórios das áreas protegidas e preservadas no Brasil totaliza 423 milhões de hectares ou 49,8% do Brasil, e equivale a 28 países da Europa, a título de comparação”. (gn)

São dados invisíveis à grande parte dos brasileiros, mas sabidos, pelas explorações de satélites espiões, por países europeus que sonham com uma “Europa Tropical” ou, em menor escala, uma França Amazônica.

Creio, contudo, que o presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas estão atentas a essas estratégias colonizadoras ou, simplesmente, invasoras. Mas não custa registrar essa estranha “paixão” pelo Brasil).

“O POVO PRECISA  DE DUAS COISAS: LIBERDADE E EDUCAÇÃO.

LIBERDADE PARA PODER VOTAR. EDUCAÇÃO PARA SABER

VOTAR”.

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