Os desafios da educação & empregabilidade

Blog da Reitoria nº 395, 10 de junho de 2019

Por Prof. Paulo Cardim

“Ensinar exige rigorosidade metódica” (Paulo Freire)

“Avaliar também” (Paulo Cardim)

Na Apresentação do livro A arte de empreender na economia criativa (Leila Rabello de Oliveira, Miguel Angelo Arab, Patrícia Gomes Cardim… [et al.]. São Paulo: Reflexão: Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, 2019, p. 7), afirmei que “hoje vivenciamos um mundo modificado pelas tecnologias, onde novas carreiras profissionais surgem a cada instante. Com isso, as instituições de ensino superior se renovam constantemente, para formar alunos empreendedores e profissionais para o futuro”.

Recentes estudos da Mckinsey Company, com fundamento no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) e da automação, sugerem que, até 2030, 375 milhões de trabalhadores serão obrigados a mudar de categoria profissional, com a extinção da função para a qual foram capacitados no ensino técnico ou na educação superior. A internet, a automação e a IA promoverão impactos de peso nas profissões hoje conhecidas.

A economia criativa é um dos instrumentos que desenvolvemos ao buscar novas metodologias de aprendizagem e promover inovações curriculares ou nos planos ou programas de ensino, pesquisa e extensão. E os resultados até agora obtidos são animadores. Patrícia Cardim, no livro acima citado (p. 40), diz que o método adotado “pressupõe buscar conhecimento que preencha uma lacuna importante no saber interdisciplinar sobre o empreendedorismo na educação”. Afirma, ainda, que a Belas Artes busca entender, “em tempos hiperconectados, como é feita a utilização do empreendedorismo para ascender jovens nas profissões do futuro, bem como a aplicação da economia criativa como suporte para desenvolver a criatividade na formação do aluno empreendedor, simbolizando novas maneiras de se vislumbrar soluções inovadoras”. Estamos, assim, abrindo caminhos para formar os nossos estudantes com habilidades próprias para a educação superior nestas décadas transformadoras deste século XXI.

Uma das ferramentas mais complexas, mas com larga margem de sucesso, são as plataformas digitais no processo de aprendizagem. Na educação, essas plataformas podem atender, com vantagens, a conexão entre as instituições de ensino superior (IES) e seu capital intelectual e os aprendizes e parceiros, tendo o estudante como centro do processo de aprendizagem, hiperconectados com os processos educacionais.

As plataformas digitais são, ainda, um excelente meio para o desenvolvimento de metodologias ativas, a oferta de cursos a distância (EAD) ou semipresenciais, conforme prevê as normas recentemente editadas pelo Ministério da Educação, e a disseminação de habilidades necessárias ao empreendedorismo.

A Geração Digital tem habilidades plenas para o uso de plataformas digitais, inserção nas metodologias ativas e adaptabilidade para as mudanças que ocorrem a cada dia com maior frequência. Mudanças nos negócios, nas profissões, nas relações humanas, nos processos de aprendizagem, nas tecnologias digitais de informação e comunicação. Essas transformações céleres podem encontrar alguns obstáculos nas IES burocratizadas excessivamente. Porém a burocracia não pode persistir na livre iniciativa, que busca produtividade, eficiência e eficácia em suas atividades socioeconômicas. Na educação superior particular não pode ser diferente. Temos que ser ágeis, inovadores e criativos. Sempre.

A Belas Artes é quase centenária, mas o espírito criativo e empreendedor de seus fundadores está em constante evolução, superando obstáculos e se antecipando aos problemas advindos das transformações sociais e econômicas, em velocidade acelerada, neste início da Nova Era. Empreendedorismo, educação e empregabilidade estão no DNA do nosso Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

“É mais fácil governar um povo culto, cioso de suas prerrogativas e direitos, que tem nítida a compreensão de seus deveres, que um povo ignaro, indócil, sem iniciativa e inimigo do progresso”.

“O papel da instrução é preparar e formar homens capazes e úteis à sociedade; o papel do governo é fornecer meios fáceis de se adquirir a instrução, disseminando

escolas e patrocinando iniciativas boas confiadas à competência e ao amor de quem promove tão nobilitante tarefa”.

Prof. Carlos Alberto Gomes Cardim

Diretor da Escola Normal Caetano de Campos

Educador e Inspetor de Alunos, 1909

Irmão do fundador do

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pedro Augusto Gomes Cardim

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