Páscoa: liberdade e passagem

Por prof. Paulo Cardim

Blog da Reitoria nº 291, 17 de abril de 2017


Ensinar exige rigorosidade metódica” (Paulo Freire)

Avaliar também” (Paulo Cardim)

Na fria e imparcial definição dos dicionários, a Páscoa é uma festa solene dos judeus, para comemorar seu êxodo do Egito (da escravidão para a liberdade) e também festa solene da Igreja Católica, para celebrar a ressurreição de Cristo (a liberdade). A origem da palavra vem do hebraico pesah, que significa, em português, passagem ou passo. Essa é uma classificação do  Grande Dicionário Sacconi da línguas portuguesa (Nova Geração, 2010). Essa definição não diverge da maioria dos dicionários, em particular, do Aurélio.

Há informações esparsas de que seria um evento dos tempos mais remotos, com significados diversos. Modernamente, prevalece as celebrações dos judeus e dos cristãos, dos católicos de maneira especial.

A Páscoa é, na realidade, um rito de passagem: do povo hebreu, a saída da escravidão para a liberdade; dos cristãos católicos, a liberdade do espírito de Jesus de seu corpo físico, a sua ressurreição.

Nas duas definições de religiões diversas, observa o analista imparcial um ritual de passagem: da escravidão para a liberdade. A Páscoa simboliza, assim, a passagem para novos caminhos. Novos caminhos de realizações, em liberdade, o maior bem do ser humano.

Na política, a Páscoa pode significar caminhos mais transparentes, plenos de realizações em favor dos povos. No Brasil, com a Operação Lavajato, dias com menos corrupção e mais ações para a melhoria dos principais serviços públicos, como a educação, a saúde e a segurança pública, com a aplicação correta do dinheiro público, oriundo dos tributos que todos pagamos (“A César o que é de César”).

Na educação, em todos os níveis, a Páscoa pode significar a passagem de um nível para o outro: da educação infantil ao doutorado. De qualquer maneira, a certificação do término de qualquer desses níveis educacionais é uma páscoa, um ritual de passagem.

A Páscoa, ou a liberdade, é, todavia, uma conquista individual, embora uma celebração coletiva entre judeus e católicos.

Para a comunidade acadêmica do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, a Páscoa simboliza a liberdade de ensinar e de aprender, em um ambiente de paz e amor. O usufruto desse ambiente, dessa páscoa, é individual, de cada estudante, professor, gestor ou funcionário técnico-administrativo.

A Reitoria, responsável pela gestão superior de nosso Centro Universitário, viveu e está vivendo essa páscoa, uma páscoa permanente, que está e estará sempre presente em nossas metas, ações, estratégias e realizações.

Feliz Páscoa a todos, plena de esperança e liberdade para as escolhas de cada um!

“É mais fácil governar um povo culto, cioso de suas prerrogativas e direitos, que tem nítida a compreensão de seus deveres, que um povo ignaro, indócil, sem iniciativa e inimigo do progresso”.

“O papel da instrução é preparar e formar homens capazes e úteis à sociedade; o papel do governo é fornecer meios fáceis de se adquirir a instrução, disseminando escolas e patrocinando iniciativas boas confiadas à competência e ao amor de quem promove   tão nobilitante tarefa”.

Prof. Carlos Alberto Gomes Cardim

Diretor da Escola Normal Caetano de Campos

Educador e Inspetor de Alunos, 1909

Irmão do fundador do

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pedro Augusto Gomes Cardim


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