Política externa: o Brasil acima de tudo

Blog da Reitoria nº 386, 08 de abril de 2019

Por Prof. Paulo Cardim

“Ensinar exige rigorosidade metódica” (Paulo Freire)

“Avaliar também” (Paulo Cardim)

O presidente Jair Bolsonaro desenvolveu sua campanha à Presidência da República, nas eleições de outubro findo, sob o lema “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”. Sob esse slogan elegeu-se Presidente da República com o voto de confiança da maioria absoluta dos eleitores. Nos três meses de início de seu governo, esse slogan conduz sua política e suas ações internas e externas. Prometeu e está cumprindo. Atitude não habitual na maioria de nossos governantes.

A política de relações exteriores já rendeu frutos em suas duas primeiras viagens oficiais aos EUA e a Israel, contrastando com as políticas desenvolvidas pelos últimos governos. Os acordos firmados, em especial, nas áreas da ciência, tecnologia e inovação, abrem espaços para que o Brasil deixe de ser exportador de matéria prima e passe a produtor de bens econômicos, materiais, que geram empregos e riqueza em nosso País. A simples exportação de matéria prima gera empregos e riqueza nos outros países.

Penso que, na linha de valorizar a nossa produção científica, com apoio nos acordos realizados, as teses de doutorado, as dissertações de mestrado e os trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e de graduação (TCCs) devem deixar de ser meramente depositados nos arquivos acadêmicos ou relegado a plano secundário nas bibliotecas universitárias. O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com os acordos assinados nos EUA e em Israel pelo ministro Marcos Fontes, podem ensejar destaque, previsto em nossa legislação, e dinamismo à iniciação científica e à pesquisa. Até agora, o conteúdo desses relevantes trabalhos acadêmico-científicos, tem servido lamentavelmente − e com imensa tristeza – apenas aos responsáveis pela sua elaboração e familiares. Não há nenhum aproveitamento efetivo por parte da maioria das instituições de ensino superior (IES), do governo e das empresas, com as raras exceções de sempre. Tornam-se arquivos mortos, uma vez que ninguém avalia a importância ou não dos respectivos conteúdos para o aproveitamento prático dos mesmos no desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, incorporando as inovações porventura indicadas nos TCCs, dissertações e teses ou apropriando-se das previstas nos acordos ora assinados no exterior.

A viagem a Israel produziu acordos que vão mudar radicalmente a situação do Nordeste, região em que o presidente Bolsonaro não obteve a maioria de votos dos eleitores. Mas ele já disse que é presidente de todos os brasileiros, seus eleitores ou não. A irrigação e a produção de água potável, em particular, a dessalinização da água do mar, vão dar ao nordestino condições de trabalho e renda, sem necessidade das esmolas que, até dezembro de 2018, geraram dependência dos “coronéis” do século 21. Os versos do poeta Luiz Gonzaga refletiam uma situação que começa a ser alterada radicalmente:

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão

Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão

Mas doutô uma esmola a um homem qui é são

Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

A sua crença em Deus, como católico, da tradição judaico-cristã, e da esposa Michele, protestante batista, conferem, por outro lado, lealdade à segunda parte do seu slogan de campanha, seguido na Presidência da República − “Deus acima de todos”. A estranheza ou crítica à ida do presidente Bolsonaro ao Muro das Lamentações não respeita a sua crença. Caso ele fosse adepto de Alá, do islamismo, seria uma atitude demagógica. Como a dos políticos ateus que, para angariarem votos dos católicos, vão às missas da Igreja Católica e chegam até confessar e receber hóstias, às vésperas das eleições. O presidente Bolsonaro foi autêntico e fiel ao Deus que ilumina sua crença. Pela primeira vez temos um Presidente da República, após o término do regime militar, que é crente a Deus pelas palavras e ações.

A próxima viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro deve ser a um país comunista, a China, um dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Há previsão, ainda, de visita a alguns países árabes, no segundo semestre ou no início de 2019. Isso demonstra a sua imparcialidade ideológica e religiosa na defesa dos interesses do Brasil e na expansão das relações diplomáticas e econômicas – “Brasil acima de tudo”.

Destaco, neste blog, a importância da mudança de postura do relacionamento do Brasil com países de primeiro mundo e as recentes viagens do Presidente da República aos Estados Unidos e Israel, com a presença do ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o astronauta Marcos Pontes, por entender ser um marco revolucionário na política externa brasileira. O destaque à educação, ciência, tecnologia e inovação revela um comprometimento de nosso governo com essas áreas, indispensáveis à nossa real soberania e à construção de uma nação forte, com a participação de todos os brasileiros.

Essas parcerias poderão propiciar a recuperação do nosso atraso científico e tecnológico e consequentemente o estímulo à realização de projetos de pesquisa que possibilitarão a transferência de conhecimento que, por sua vez, dará ensejo ao aprimoramento da qualidade do ensino ministrado, pois sem uma educação de qualidade não atingiremos o desenvolvimento na pesquisa científica e tecnológica que possuem os Estados Unidos, Israel e outros países que tiveram sucesso nos seus sistemas educacionais, como, por exemplo, a Finlândia.

A revolução nessas áreas, com uma educação de qualidade, dará suporte a médio e longo prazos ao nosso desenvolvimento socioeconômico, para o ingresso de nosso País no restrito grupo de países do Primeiro Mundo.

“É mais fácil governar um povo culto, cioso de suas prerrogativas e direitos, que tem nítida a compreensão de seus deveres, que um povo ignaro, indócil, sem iniciativa e inimigo do progresso”.

“O papel da instrução é preparar e formar homens capazes e úteis à sociedade; o papel do governo é fornecer meios fáceis de se adquirir a instrução, disseminando

escolas e patrocinando iniciativas boas confiadas à competência e ao amor de quem promove tão nobilitante tarefa”.

Prof. Carlos Alberto Gomes Cardim

Diretor da Escola Normal Caetano de Campos

Educador e Inspetor de Alunos, 1909

Irmão do fundador do

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pedro Augusto Gomes Cardim

Post to Twitter Post to Plurk Post to Yahoo Buzz Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Google Buzz Post to LinkedIn