Renascença Digital: transformação radical nas comunicações

Blog da Reitoria nº 516, 22 de novembro de 2021

Por Prof. Paulo Cardim

O presidente Jair Bolsonaro, ao final do terceiro ano de mandato, deu um passo gigantesco para a implantação, em nosso país, do sistema de quinta geração, a tecnologia 5G, destinada a provocar profundas mudanças nos meios de comunicação, em especial, na rede de telefonia móvel para dados, voz e imagem. Essa realidade vai promover, de forma absoluta, a conexão entre pessoas e aparelhos. Antes, mudará completamente da infraestrutura tecnológica, mais viável economicamente, além de agilizar todo o processo de instalação dos novos equipamentos e aparelhos para viabilizar a implementação completa do sistema 5G.

A era digital, a partir da implementação do 5G no Brasil, vai proporcionar mudanças drásticas nas relações sociais, empresariais, profissionais e no meio educacional, em particular na educação superior, presencial, semipresencial ou híbrida, remota ou a distância.

A relação docente-discente poderá ser em tempo real, a partir das metodologias adotadas na execução dos projetos institucionais e de programas e projetos pedagógicos de cursos. As unidades curriculares poderão adotar mecanismos diferenciados, sinalizados pelas características próprias da instituição de educação superior (IES) e do perfil desejado dos concluintes desses cursos, em níveis de graduação e pós-graduação.

A pandemia fez com que a instituição de responsabilidade social, apesar das normas sanitárias aprovadas por diversos e diferentes níveis governamentais, desse prosseguimento às atividades acadêmicas. Com o trem em movimento, no primeiro semestre do ano letivo de 2020, cada instituição promoveu bruscas transformações no ensino presencial para ingressar em meio remoto ou a distância, com seus gestores, professores, técnicos e funcionários de apoio administrativo em capacitação permanente para essa nova realidade.

Quando foi sinalizado o retorno à presencialidade, as condições foram criadas por muitas IES, como o nosso Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Em nosso ambiente acadêmico, já tínhamos adotado a Economia Criativa, como pensar, compreender e agir na rotina e nos momentos de crise, como a pandemia causada pelo vírus chinês.

Esse cenário novo, que desponta ao final de 2021, leva-nos a pensar que “cada vez mais os jovens estão desenvolvendo um quadro de valores e comportamentos favoráveis à economia criativa. São indivíduos que procuram novas experiências, tais como viajar e se envolver em projetos comunitários. Trata-se do nascimento de uma nova versão de líderes e, para que se possa compreender e interagir com ela, é necessário compreender que esse jovem possui como característica marcante a quebra de paradigmas, além de ter premissas estabelecidas no sentido de buscar a satisfação imediata e o acesso a todo tipo de informação de forma irrestrita e instantânea”, como afirmam Patrícia Cardim, diretora-geral de nosso Centro Universitário, e Flávia Rodrigues em “A arte de empreender na Economia Criativa” (São Paulo: Reflexão; Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, 2019, p.43).

A tecnologia 5G cai como uma luva nos projetos institucionais da Belas Artes, uma IES quase secular, que não vive de tradição e nem do exitoso passado, mas o hoje, o aqui e agora, para a construção de um futuro cada vez melhor para toda a nossa comunidade de aprendizes, sob o pilar do “aprender a aprender”.

A decisiva transformação tecnológica que o sistema 5G vai trazer para a nossa economia e as redes sociais está abrindo oportunidades e ameaças para todos nesta globalização inevitável e contínua. Esse ritmo frenético de mudanças parece injetar esperança na maioria e perplexidade na minoria. Essas atitudes, próprias de uma sociedade em desenvolvimento, como o Brasil, podem canalizar para as instituições educacionais oportunidades de abrir novos espaços para a aprendizagem, como de fato está acontecendo. Em diversas IES da livre iniciativa, como a Belas Artes, que, em seu projeto institucional, incorpora a Economia Criativa, programas e projetos passam por atualização permanente, tendo presente essas novas tecnologias digitais de informação e comunicação.

Ricardo Neves, em “O novo mundo digital Você está nele” (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2020, p. 24), registra que “alguém ainda vai escrever no futuro afirmando que nós fomos estoicos navegadores do tempo, que vivemos o melhor e o pior dos mundos tocando o barco sob forte neblina e tempestade entre os portos da Era Pós-industrial para a Era Digital. Talvez, no final de mais algumas décadas, os historiadores atinjam um consenso de fato e passem a chamar nosso tempo de ‘Renascença Digital’; o período no qual todo o trabalho e a maior parte de toda a criação humana foram convertidos para a forma de bits e bytes”.

Que a nossa Renascença Digital seja menos agressiva e mais produtiva em todos os meios sociais, econômicos e estatais. A #Comunidade Belas Artes, podem escrever, estará sempre à frente dessas revoluções tecnológicas e acadêmicas. O nosso compromisso com o educando transpõe essas barreiras, a partir do nosso comprometimento com uma educação de qualidade.

“O POVO PRECISA  DE DUAS COISAS: LIBERDADE E EDUCAÇÃO.

LIBERDADE PARA PODER VOTAR. EDUCAÇÃO PARA SABER

VOTAR”.

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