Semana Santa: símbolo de transformações

Blog da Reitoria nº 388, 22 de abril de 2019

Por Prof. Paulo Cardim

“Ensinar exige rigorosidade metódica” (Paulo Freire)

“Avaliar também” (Paulo Cardim)

Narra o apóstolo João, no capítulo 20 de seu Evangelho, que Jesus de Nazaré ressuscitou no terceiro dia após a sua crucificação. Maria de Nazaré foi ao túmulo de seu filho amado e revela a Simão Pedro: “Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram”. Mas Maria permaneceu à entrada do túmulo, chorando. Jesus lhe aparece e Maria exclama “Vi o Senhor!”.

O evangelista João (20:15) revela que Jesus escolheu Pedro para apascentar os Seus cordeiros, dando-lhe assim, a liderança para a disseminação do cristianismo, ainda considerado uma seita combatida ferozmente pelos imperadores romanos. Mateus, em seu Evangelho, revela (16: 18): ”[...] tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Pedro é, assim, considerado o primeiro Papa.

O Vaticano registra que a Igreja Católica Apostólica Romana foi oficializada em 27 de fevereiro de 380 d.C., pelo imperador Teodósio. Constantino, em 325 d.C., segundo esses registros, apenas estabeleceu a “tolerância” do Império Romano ao Cristianismo. Outros atribuem a Santo Inácio de Antioquia a iniciativa de dar ao Cristianismo o título de Igreja Católica. O adjetivo Católica como sinônimo de Universal: “Onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica”.

A partir de 325 d.C., no Concílio de Niceia, presidido pelo imperador Constantino deliberou-se comemorar a Semana Santa, do domingo de Ramos ao domingo de Páscoa. Celebra-se a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo, a Sua transformação. No Domingo de Ramos, a solene entrada de Jesus em Jerusalém; no Domingo de Páscoa, a ressurreição de Jesus.

De 14 (Domingo de Ramos) a 21 (Domingo de Páscoa) findos, o mundo católico celebrou a Semana Santa. Em meio aos eventos dessa semana, aconteceu uma tragédia, que abalou o mundo católico e das artes: o incêndio na Catedral de Notre Dame, de Paris, que fez desaparecer grande parte da história e da arte católicas.

A Catedral de Notre Dame, em Paris, teve sua construção iniciada em 1163, em homenagem à Nossa Senhora, Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Foi inaugurada em 1345. Consumiu-se 180 anos nessa construção gótica, símbolo do catolicismo e da adoração à Nossa Senhora.

Em abril de 2019, a Catedral de Notre Dame é vítima de um incêndio devastador. Segundo fontes do governo francês, a reconstrução da Igreja deve consumir mais de quinze anos.

O mundo católico, em uma semana de celebração a Jesus Cristo, chora pela perda irreparável de um patrimônio religioso e cultural inestimável, simbolizado por Maria de Nazaré, Nossa Senhora. A Catedral é um bem material, mas simboliza a crença em um bem transcendental – Maria de Nazaré, mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo.

O Universo está em constante transformação, assim como as pessoas, a Vida, enfim. A Igreja Católica Apostólica Roma transforma-se sob a firme condução do Papa Francisco e um dos símbolos mais antigos e tradicionais do catolicismo – a Catedral de Notre Dame – vai passar por uma transformação diferente, com as obras de sua reconstrução.

Nos Atos dos Apóstolos, em Romanos (12:2), encontramos o consolo para esses momentos difíceis: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

A Educação é um ato de religiosidade. Assim como o Cristianismo, exige disciplina, estudos, dedicação e adaptação às constantes mudanças por que passa a humanidade.

O nosso Centro Universitário Belas Artes de São Paulo reverencia a Semana Santa, como um bem religioso que celebra Jesus Cristo, o Mestre dos mestres. O Mestre e a Luz de nossas vidas, em nossas múltiplas e diferenciadas trajetórias, tendo a Educação como base para as nossas transformações, tudo sob a ótica cristã do Amor.

“É mais fácil governar um povo culto, cioso de suas prerrogativas e direitos, que tem nítida a compreensão de seus deveres, que um povo ignaro, indócil, sem iniciativa e inimigo do progresso”.

“O papel da instrução é preparar e formar homens capazes e úteis à sociedade; o papel do governo é fornecer meios fáceis de se adquirir a instrução, disseminando

escolas e patrocinando iniciativas boas confiadas à competência e ao amor de quem promove tão nobilitante tarefa”.

Prof. Carlos Alberto Gomes Cardim

Diretor da Escola Normal Caetano de Campos

Educador e Inspetor de Alunos, 1909

Irmão do fundador do

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pedro Augusto Gomes Cardim

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