Revista Construção Metálica – dezembro/2009

- Qual a importância institucional dessa parceria para o Centro Universitário Belas Artes? Em sua opinião este projeto abre oportunidades de parceria com outros setores para outros cursos?
A parceria com a ABCP – Associação Brasileira do Cimento Portland, ABCEM – Associação Brasileira de Construção Metálica, ABRAVIDRO – Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidro Plano, ABAL – Associação Brasileira de Alumínio, INSTITUTO DO PVC, GREEN BUILDING COUNCIL e FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo possui duas importantes vertentes que permitem ao aluno graduar-se com mais amplo conhecimento:   a integração da teoria  com a prática  e a integração da Academia com o mercado.

Hoje, notamos que empresas se tornam escolas e escolas viram empresas sem que esta integração seja escrava do mercado; pelo contrário, deve-se atentar para as bases muito mais sólidas que o futuro arquiteto que estuda na Belas Artes passa a ter ao sair da instituição, graças a esta parceria. Não há dúvidas de que o modelo pode ser expandido e englobar outras associações e empresas e cursos das mais diversas áreas do conhecimento, inclusive os demais cursos da Belas Artes.
- Para diversos empresários, existe um distanciamento entre o mundo acadêmico e as empresas, ou entre a formação universitária e a prática profissional. Qual a sua opinião a esse respeito? Se realmente há um certo distanciamento, o senhor acha que iniciativas como essa podem ajudar a aproximar esses dois mundos?
O distanciamento entre Academia e empresas existe, mas não é insuperável e a parceria que a Belas Artes acaba de firmar é um exemplo disto. O que precisamos entender é que estas iniciativas para solução do problema devem ser tomadas imediatamente; é preciso quebrar tabus e não aguardar que o Estado estabeleça qual é a política.
- Considerando o ineditismo do projeto, podemos dizer que a Belas Artes está inaugurando  um novo modelo no ensino superior. O senhor acha que outras instituições podem buscar o mesmo caminho?
Este novo modelo não somente pode como deve ser adotado, pois seja onde for, a busca pelo aperfeiçoamento é essencial e tem efeito extremamente positivo para o ensino. Toda experiência acrescenta qualidade e este é o  tipo de parceria que  somente trará mais oportunidades aos alunos e às instituições de ensino. Certamente a Belas Artes estimulará a expansão do modelo que se inicia agora para outras categorias profissionais. A integração do conhecimento do arquiteto com o engenheiro é somente o primeiro passo.

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