Artistas da Belas Artes no XV Simpósio Internacional de Reflexões Cênicas Contemporâneas (UNICAMP)

Artistas formadas na Belas Artes levam pesquisa cênica sobre corpo-som e o Selvagem Feminino a um dos principais espaços internacionais de diálogo e experimentação em artes da cena, na UNICAMP.

A participação de um grupo de artistas formadas no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo no XV Simpósio Internacional de Reflexões Cênicas Contemporâneas, na UNICAMP, representa não apenas uma conquista acadêmica, mas um marco significativo na circulação de pesquisas cênicas produzidas dentro da instituição. 

O Simpósio, capitaneado pelo renomado grupo LUME Teatro, é hoje um dos mais importantes espaços internacionais de diálogo, investigação e experimentação sobre presença, corporeidade e criação contemporânea. Ser aprovado neste evento é, por si só, um reconhecimento de excelência. 

Trabalho aprovado: corpo-som e o Selvagem Feminino na criação cênica contemporânea 

O trabalho selecionado — “Criação de uma encenação por meio do corpo-som e do Selvagem Feminino: A manifestação poética da carne selvagem feminina e seus arquétipos” — foi desenvolvido pelas artistas Manuella De Lucca, Victoria Marques de Piau Vieira, Fernanda Leigui e Johanna Kehrle. 

A pesquisa nasce no fértil terreno intelectual e criativo do Curso de Graduação em Artes Cênicas da Belas Artes, reconhecido pela avaliação nota 5 do MEC (pontuação máxima), que reforça a qualidade formativa e o compromisso da instituição com a inovação pedagógica e artística. 

Comunicação performativa: o processo de criação de Carnaval de Selvageria 

A comunicação performativa aprovada apresenta um recorte do processo de criação do espetáculo Carnaval de Selvageria, no qual o coletivo investiga o arquétipo da Mulher Selvagem a partir do conceito de corpo-som. 

Aqui, corpo-som se apresenta como um corpo atravessado por voz, respiração, ritmo e movimento, operando em estado ritualístico. 

Inserido no eixo temático “Levar a paisagem consigo: diálogos entre presença, criação e ambiente”, o trabalho propõe uma profunda reflexão sobre como a paisagem se inscreve no corpo como memória, potência e ancestralidade. 

Paisagem, natureza e presença: elementos cênicos como disparadores corporais e sonoros 

Folhas secas, terra, fogo, água, ervas, ossos, galhos e frutos tornam-se mais do que elementos cênicos: são disparadores de pulsões corporais e sonoras que evocam estados de presença e coletividade no corpo feminino. 

Nesse encontro entre performer e natureza, estabelece-se um coro vivo, no qual paisagem e atriz respiram juntas — uma experiência que reafirma o caráter ritualístico e transformador do teatro. 

 Belas Artes e UNICAMP: diálogo internacional e circulação de pesquisas cênicas 

Participar do XV Simpósio Internacional de Reflexões Cênicas Contemporâneas coloca essas jovens artistas da Belas Artes em diálogo com pesquisadores, criadores e mestres das artes da cena de diversos países, ampliando horizontes e projetando a potência da pesquisa acadêmico-artística produzida dentro da universidade. 

Reconhecimento do curso de Artes Cênicas da Belas Artes (nota 5 MEC) 

Para a Belas Artes, este reconhecimento reafirma o impacto e a relevância de seu curso de Artes Cênicas — um curso que não apenas forma artistas, mas impulsiona criadoras e pesquisadoras capazes de dialogar com os debates contemporâneos mais urgentes e sensíveis. 

Um momento de celebração para as artes da cena 

Este é um momento de celebração: pelas artistas, pela instituição e pelo teatro que se reinventa a cada encontro entre corpo, rito e criação.