Videodança criada por estudantes da Belas Artes é selecionada para festival internacional da Unicamp

Estudantes do 7º período do curso de Artes Cênicas da Belas Artes tiveram o projeto selecionado para integrar a programação oficial do FIDA, o Festival Internacional de Dança, Vídeo e Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A obra, intitulada “Flores que Nascem no Escuro”, está em exibição nos dias 22 e 23 de junho de 2026, em uma mostra que reúne artistas, pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes regiões do Brasil e do mundo. 

A seleção representa um reconhecimento para o curso e para a instituição: o FIDA é considerado um dos festivais mais importantes do mundo em sua modalidade, promovendo o diálogo entre arte, tecnologia e movimento por meio de produções que exploram múltiplas linguagens e perspectivas da dança. 

O que é o FIDA 

Criado em 2024 e coordenado pelo Prof. Dr. Diogo Angeli, o FIDA é um evento artístico-científico promovido pela Unicamp com o objetivo de fomentar espaços de discussão, reflexão, formação e circulação artística no campo da dança mediada por tecnologias. O festival incentiva a troca de experiências práticas e teóricas entre seus participantes e, em pouco tempo, consolidou-se como referência internacional na área. 

Sobre “Flores que Nascem no Escuro” 

“Quantas violências podem atravessar um corpo antes que ele deixe de ser ouvido?” É com essa pergunta que o Grupo Enraíza apresenta “Flores que Nascem no Escuro”, uma videodança que lança um olhar sensível sobre as diversas formas de violência que atingem mulheres diariamente. Entre memórias, silêncios e resistências, a obra revela marcas que atravessam gerações e permanecem profundamente enraizadas na sociedade. 

Por meio da dança, da imagem e da presença, sentimentos como medo, dor, revolta e força ganham corpo e se transformam em experiência. Em um espaço onde histórias frequentemente silenciadas encontram voz, a videodança floresce como um ato de denúncia, memória e resistência. Mais do que assistir, o público é convidado a sentir, questionar e reconhecer as estruturas que ainda sustentam a violência contra mulheres. 

A obra é assinada por nossos estudantes Clara Baldacim, Fabi Abdala, Fê Cezario, Lari Lamas e Rafael Novaes, do 7º semestre de Artes Cênicas, com a participação de Gui Kevyn, do 3º semestre de Artes Cênicas, e Vithor Valsani, do 8º semestre de Cinema.  

 

Arte que nasce da formação 

A presença de “Flores que Nascem no Escuro” no FIDA é mais um exemplo do potencial criativo e da maturidade artística dos estudantes da Belas Artes. Projetos como esse mostram que a formação acadêmica e a produção artística autônoma não são caminhos separados, mas expressões de um mesmo processo, que aqui encontra espaço para crescer e circular no mundo.