Educação: desenvolvimento pessoal e nacional

Blog da Reitoria nº 507, 20 de setembro de 2021

Por Prof. Paulo Cardim

Vamos viajar um pouco pela futurologia.

Se e quando

a)      no Congresso Nacional houver maioria absoluta de parlamentares eleitos pelo povo e legislando para o povo;

b)      o Poder Judiciário tiver um Supremo Tribunal Federal e demais tribunais inferiores submissos à Constituição e comprometidos com os princípios legais;

c)       o Brasil definir, em suas políticas e planejamento de Estado, que a Educação é a prioridade das prioridades;

d)      o Chefe do Poder Executivo inserir em sua plataforma eleitoral o compromisso de um Educação de qualidade, em todos os níveis;

e)      as escolas de educação básica públicas – educação infantil, ensino fundamental e ensino médio – eliminarem o clientelismo e as ideologias políticas e de gênero como pauta para professores militantes;

f)       a sociedade entender que só a Educação liberta, qualifica e forma para o pleno exercício da cidadania e de profissões tanto em níveis técnicos, como aquelas que exigem cursos superiores de graduação.

Poderemos:

a)      planejar com pouca margem de erro a evolução da técnica, da tecnologia, da ciência, da economia, da nossa sociedade enfim. A partir daí o nosso País poderá alcançar a elevação à maior potência da América do Sul, além de estar entre as cinco maiores potências do planeta Terra e

b)      construir cenários, levando em conta tendências manifestadas no presente. Planejar, estabelecer metas e ações plausíveis para todos os setores da economia.

Klaus Schwab, um dos gurus da futurologia, diz que a escala e a amplitude da atual Revolução Industrial – Indústria 4.0 –produzirá um dos maiores impactos a partir de uma única força: “o empoderamento —como os governos se relacionam com os seus cidadãos; como as empresas se relacionam com os seus empregados, acionistas e clientes; ou como as superpotências se relacionam com os países menores. A ruptura que a quarta revolução industrial causará aos atuais modelos políticos, econômicos e sociais exigirá que os atores capacitados reconheçam que eles são parte de um sistema de poderes distribuídos que requer formas mais colaborativas de interação para que possa prosperar” (A Quarta Revolução Industrial. São Paulo: Edipro, 2016, p. 35).

No Brasil, a Educação está fatiada entre os sistemas federais, estaduais e municipais de ensino, além das instituições mantidas pela livre iniciativa.

Para a educação básica, predominante nos sistemas de ensino das unidades federadas e dos municípios, há que existir um sistema único, administrado pelo Poder Executivo federal, “com formas mais colaborativas de interação” para que a Educação de qualidade seja prioridade nacional, como uma cláusula pétrea da Constituição. Somente dessa forma “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, como determina o art. 205 da “Constituição Cidadã”.

Como Brasil é uma República Federativa, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios têm graus de autonomia diferenciados, como especifica a Constituição. Ao Ministério da Educação caberia coordenar as ações desses entes federativos, mas os instrumentos existentes esbarram nas barreiras da forma federativa de governo adotada em 1988, na “Constituição Cidadã”. Para resolver esse imbróglio, o Congresso Nacional precisa legislar a respeito, para que não haja nenhuma possibilidade de judicialização. Sem essa interferência legal os planos decenais de educação (PNEs) federal, estaduais, do Distrito Federal e dos municípios serão sempre uma norma legal a ser descumprida, como os atuais, em vigor até 2024.

O objetivo da educação no século 21, a partir do momento em que o Brasil entender a Educação como a prioridade das prioridades, será “formar para a inovação pessoas capazes de evoluir, de se adaptar a um mundo em rápida mudança e capazes de dominar essas transformações” (EDUCAÇÃO — Um tesouro a descobrir – Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2006, p.72).

EDUCAÇÃO — o eterno desafio que, talvez, nunca seja plenamente resolvido, mas que precisa ser encarado, enfrentado com um olhar decidido. O meu, o seu olhar. O futuro não demora. Espera-nos logo ali, ao dobrarmos a esquina. NÃO HÁ TEMPO A PERDER!

“O POVO PRECISA  DE DUAS COISAS: LIBERDADE E EDUCAÇÃO.

LIBERDADE PARA PODER VOTAR. EDUCAÇÃO PARA SABER

VOTAR”.

Post to Twitter Post to Plurk Post to Yahoo Buzz Post to Delicious Post to Digg Post to Facebook Post to Google Buzz Post to LinkedIn